Se você, cara leitora Amanda ou Fernanda (:P) não agüenta mais aquela que vos escreve descer o pau em pessoas ufsc, favor, poupar-se deste post. Afinal, minha indgnação ainda será assunto para muitos e muitos parágrafos, não só no dia de hoje, mas até eu sair daquela faculdade ou perder meus dedos, o que vier primeiro.
A coceira no cu causada por esses meliantes está se tornando num caso de hemorróidas. Afinal, o estado atual não tanto imaginário do meu reto é proporcional ao andamento das barbaridades de nossa querida universidade, que chegou ao atual recorde de uma greve por ano! (caras leitoras, não se esqueçam que em 2004 houve greve, ainda que tenha sido pequena e sem aderência de professores, e sim, apenas do staff técnico administrativo).
Antes de mais nad, devemos analisar as exigências dos funcionários que aderiram à greve. Seus salários estão congelados há uma década, e o governo se propôs a dar o incrível aumento de 0,01%. Não tenho como discordar do fato de isto ser uma puta de uma sacanagem. Mas veremos o perfil de alguns destes servidores que tanto lutam pelos seus direitos. A maioria dos funcionários com os quais tive contato até hoje, jogavam xadrez online ou free cell enquanto falavam para os alunos se dirigirem a outros departamentos para resolver qualquer tipo de problema. É claro que chegando nesse outro departamento, éramos novamente dirigidos ao departamento de origem para tentar re-resolver problemas. No final das contas, nunca conseguimos resolver problemas de matrícula, empréstimo de livros, requerimento para segunda chamada, etc, sem ao menos fazer uma ronda completa pelo campus pelo menos duas vezes. O bom e velho 'tirando o meu da reta' é a lei em vigor. E todos são adeptos.
Na Biblioteca, já ocorreu com vários usuários (inclusive a que vos dirige as palavras digitadas) da devolução de livros não ser registrada pelo sistema, formando assim, dívidas absurdas que obrigatoriamente devem ser pagas para reavermos o direito de usarmos livros fora das dependências da biblioteca. A culpa não é do funcionário pelo sistema não ler um código de barras debilitado, e a culpa também raramente é dos mesmos pelo código de barras estar nesse estado. No entanto, se me fosse acessível, eu consertaria meu código de barras para evitar problemas futuros, mas como é função dos funcionários, eu não posso fazê-lo com minhas próprias mãos e polegares opositores. Assim sendo, eventialmente teremos que pagar multas por livros que devolvemos no prazo, e que se encontram disponíveis para empréstimo na biblioteca, com o detalhe de estar registrado em nosso nome (constando alguns belos reais de multa). E isso não é nem o começo.
A maioria dos servidores não cumpre metade da sua carga horária semanal. Os secretários dos cursos, por exemplo, raramente chegam antes do Sol alto em suas salas. Sem debitar o tempo de coffe breaks e joguinhos de computador, eles se dão o luxo de almoços de 3 a 4 horas de duração (off the record, of course), além de saírem mais cedo todos os dias por terem pendências próprias a resolver (during working hours, CLARO). No final das contas, quase todos os problemas que temos são resolvidos pelo sistema computadorizado da universidade. Assim sendo, porque não temos acesso ao sistema e uma forma mais "detalhada" para resolvermos tudo por nós mesmos? Tenho certeza que o governo gostaria de poupar um extra para poder desviar para as cuecas de políticos aleatórios (ou, num sonho bonito, investir em aparelhagem para laboratórios, salas de aula, etc). Mas se isso realmente fosse levado em consideração, a discussão "desemprego" entraria em questão, então, prefiro deixar quieto. Just a thought.
É claro que não posso generalizar. Esses funcionários não têm incentivo, bem como não trabalham sob as melhores condições. E ainda assim, há quem trabalhe, que se dedique, que faça alguma coisa. Mas aparentemente essa preocupação é muito maior pela parte dos educadores do que dos funcionários. São eles os que mais lutam contra as greves, que mais batem os pés, que mais querem levar adiante. E os que mais tomam no cu, porque não podem prevalecer por muito tempo sem o funcionamento normal da Biblioteca Central (e setoriais), e Restaurante Universitário. Na verdade, continuariam mais, mas um problema maior entra em jogo.
O futuro da nação, que jaz na juventude, quer mais é que tudo se foda. Independente de princípios, sempre são a favor da desordem. Sempre questionam coisas além do cotidiano deles. Pedem recursos para aulas que não freqüentam. Exigem o funcionamento de uma biblioteca que não visitam. Reclamam das condições gerais da universidade sem comparecer mais do que o mínimo necessário para não ser reprovado dentro da mesma. E acreditam que a solução é ameaçar professores e alunos, boicotar aulas e acampar em pleno campus. Dizem não à greve do pijama, mas dormem em barracas em frente à reitoria. Falam em ação, mas no calendário da greve desta semana, o que constou, pela parte dos alunos, foi uma semana de filmes, incluindo uma maratona de "Matrix". Reclamam da falta de recursos, já que o dinheiro que gastam com xerox e alimentação na ausência de B.U. e R.U. escoa muito rápido. No entanto, gastam com tintas, papel pardo, cartolina e álcool em abundância. Para parecerem mais motivados, misturam a tudo isso o Movimento Passe Livre. Insistem na hipocrisia. Alunos bem abonados, verdadeiros filhinhos-de-papai aderindo à mentalidade "PSTU" de loucos que insistem em métodos de vida alternativos. Um misto de falta de personalidade e ideologia, todos juntos, sem saber por o que lutam e por quê lutam. Usam o governo Lula como desculpa, mas antes, também criticavam o modo FHC, bem como Collor (quem já foi ao CCB, sabe do que falo, vide pixações). Só sabem reclamar. A ação, é apenas uma: balbúrdia. E o resultado, sempre é o mesmo: caos. O território da universidade se tornou num acampamento de doentes. Metade dos cursos se encontra em greve. A outra metade, está a caminho. As assembléias são quase diárias, e agora não contando apenas com a participação daqueles que estão na lista de pagamento da instituição, bem como daqueles que pagam impostos (ou não) para ter o direito de usufruí-la.
No final de tudo, eu não entendo mais nada. Ex-colegas meus do Energia (antro de mentes vazias com bolsos cheios) apoiando a movimentos vermelhinhos, sabe-se lá a troco de que. Funcionários que mal trabalham, e na outra metade do tempo estão com atestados frios do próprio Hospital Universitário reclamando da vida boa em Brasília. Professores agora grevistas porque obedecem às regras ditadas pelos alunos. Sinceramente, que merda é essa? Só eu vejo o absurdo em tudo isso? Estaria eu, e somente eu, ficando louca? Gah!!!
Minha vontade é de mandar tudo tomar no cu grandão. É, no cu. Nessas horas queria estudar em particular: paga uma grana, o diploma não vale a mesma coisa, mas não tem que aturar esse tipo de merda. Ugh.
Me divertia bem mais apenas xingando góticos sem ter problemas nessa área. Bye bye good times. Foram-se os dias em que garotos de unhas pintadas e maquiagem excessiva eram as coisas que mais me broxavam (claro que não era o que realmente mais me incomodava, mas enfim, era um problema fútil completamente fácil de fazer piada sem se irritar excessivamente, afinal, eles não me deixaram parada em greve). Como tudo era feliz.
Ahn, enfim.
Meu cu.
Hemorróidas.
Prefiro não pensar em tal cena grotesca.
Vou é dormir.
Kissex, bitches ;****
não faço a menor idéia do quanto de baboseira que escrevi, apenas que escrevi baboseira ;)